Quarta-feira, Março 15, 2006

Erótica

Amar-te, ter-te em segredo

lamber-te, sugar teu grelo

gravar meus dentes em tua carne

cravar-me intenso, em ti, inteiro

sensação, sentir o teu cheiro

levar-nos, leve, a paixão

levar-me, elevar-me

enlear-me em teus enlevos

ler e reler teu corpo

saborear teu enredo

arredio, rumino e rio
*
*
num rasgo, rodopio e arrepio

aí rimo teu nome com desejo

sonho, com tua saia, teu seio

e seja o que for, com teu beijo

delírio, quente, febril

imagino, morro, desvio

de tudo, meu desvario

devaneio, louco, atrevido

me entrego, para ti, me deixo

em ti, e tu, rouca

embriaga-se com meu leite

e abate-se sobre o meu leito
*
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BEIJOS MOLHADOS À MINHA AMADA
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Sexta-feira, Março 10, 2006

EU TE AMO


I

Eu quero te ter em minha cama

misturada às minhas fronhas e aos meus lençois;

quero ter, no mundo do meu quarto,

cada canto desse teu corpo, que eu desejo.

Quero beijar-te aos poucos,

começando por tua boca, quem sabe,

escorregando, levemente, por teu pescoço,

enquanto minhas mãos, em tua nuca,

trazem tua cabeça, para junto dos ombros meus.

Enquanto te beijo, minhas mãos agora te descobrem,

deslizam por tuas costas e, com a ponta dos dedos,

sobem de novo à tua nuca, em arrepio

e já é tempo de beijar e tocar-te os seios,

apertando-os suavemente e roçando-te os mamilos

que, entumecidos já, de desejo,

arrancam, de ti, os primeiros dos suspiros teus.

E há que beijar-te mais.

Recomeço, talvez, por teu pescoço e ombros

e, ao beijar-te, desço com minha boca mais e mais.

Beijo tuas coxas, teu ventre e o teu sexo,

tanto e tanto, que parar eu já não quero

que teu gemer, teu revirar, e o teu tremer,

me excitam e dizem que controle já não tens

e um estremecer profundo, em que tudo sentes,

arranca de ti, em retorcido grito, prazer intenso,

que já não para, e que não para, e que te deixa como ausente.

II

Mas nada terminou ainda, que ainda te quero.

Quero ter-me em ti e já estou inteiro em ti,

É como fosses a casa do meu corpo, da minha alma e do meu coração

Nesse vai e vem, a terra do teu corpo, revolvida,

mostra-se inteira e luxuriosamente nua, entregue aos desejos meus.

E meus desejos são também os teus desejos,

Estou sobre ti, atrás de ti, ao lado de ti

E eu te toco, e eu te agarro e eu de beijo e ainda queres mais,

Teu corpo já não se separa nem se distingue do meu

E estou dentro de ti. Todo o tempo.

E gemes, e me agarras e me arranhas

E o teu prazer é o meu prazer, mais, mais e mais.

Mas é bom que eu saia um pouco de ti.

Acesa ainda como estás, levemente insaciada,

a ausência de meu corpo te enlouquece.

E me queres. Desesperadamente me queres.

E também me beijas e me tocas. Nos despudores do meu corpo.

Mas tu me queres, de novo, todo em ti,

E eu te atendo. Lentamente te penetro,

devagarinho, vou e volto, para que te excites ainda mais

para que, na tua ansiedade eletrizada,

na loucura revigorada dos gestos, gemidos e tremores,

eu te tenha inteira, como nunca te teve alguém.

E é tudo tão intenso que parar já não queres e nem consegues

É a cabeça para trás, esses olhos que já não olham, o respirar que não respira,

o arfar do teu peito, as palavras desconexas, as forças que te abandonam,

E gozas. Desesperada e apaixonadamente gozas, como nunca gozastes por ninguém.


III

E aos poucos te aquietas e é como se estivesses morta,

mas toda a vida se fez, em teu corpo e em teu coração.

E revives. Aos poucos tu revives, docemente.

Já principias a abrir os olhos e eles estão mais brilhantes.

Esboças um leve sorriso. E ele está mais contente.

E eu estou ao teu lado. E te aliso os cabelos.

E eu estou ao teu lado. E te beijo a fronte e os olhos.

E tu te enredas em meus braços e eu te abraço.

Que nunca nos separe nada. Nada, nada deste mundo.

E eu estou ao teu lado. E murmuras qualquer coisa.

E com o coração eu te ouço, que é nele que eu te acolho:

"-Eu te amo, eu te amo! E como é bom que sejas meu!"
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BEIJOS MOLHADOS À MINHA AMADA.
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Terça-feira, Março 07, 2006

AMOR CLANDESTINO


Teu corpo, é um mar de margaridas.
Os teus lábios,... são bagos de romãs,
Que saboreio todas as manhãs,
Me saciando vezes repetidas!
*
O fogo das carícias atrevidas,
Fálicas, sensuais e tão pagãs,
Ofuscam, meu amor, as cortesãs,
Outrora nos palácios recebidas!
*
E assim, nessa luxúria do teu leito,
Me sinto desejado e satisfeito,
Nas brasas mais ardentes do teu lume!
*
Viveremos,... assim,... mas sem deixar,
O fogo do teu corpo se apagar,
Nesta cumplicidade,... sem ciúme!!!
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BEIJOS MOLHADOS À MINHA AMADA
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Domingo, Março 05, 2006

AMORES CLANDESTINOS


Amores clandestinos...
Amantes sem destino...
Com gosto de aventura...
Amor que não perdura...
Sempre são aquelas
Paixões perigosas...
Sensações gostosas...
Amores clandestinos...
Aquela emoção...
Perigo no amor...
Dá mais calor...
Mais emoção,
E muito mais tesão...
Amores clandestinos...
Trazem aquele gosto especial,
Aquele sabor irreal
Do fruto proibido...
Delicioso de ser comido...
Amantes clandestinos...
Amor sem destino...
Que nos faz perder o tino...
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BEIJOS MOLHADOS À MINHA AMADA
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Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

Instintos


Tê-la como minha fêmea favorita
é o que manda meus instinto de macho
a razão acha esta idéia esquisita
mas o que importa é o que eu acho...
*
acasalar contigo no verão e na primavera
me aquecer contigo no frio inverno
meu desejo por ti espera
amar-te até no inferno
*
possuir-te por trás ou pela frente
em pé na parede ou deitados na cama
que loucuras passam em minha mente
quando penso em acender sua chama...
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BEIJOS MOLHADOS À MINHA AMADA.
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Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

Naquele apartamento


À noite tarde, tarde noite,
Em transe de açoite
Naquele apartamento,
Eu te amei em tormento
*
Teus seios sob blusa carmesim
Pontudos me diziam sim;
Tua boca ávida, seca de prazer
Engoliu-me a ponto de jazer
*
Tuas gostosas coxas quentes
Enlaçavam-me em frementes
Amarras do trepar,
Já na iminência de gozar...
*
Arranquei tua calcinha, quinha
Senti a delícia de tua castanhinha
Quando em frenesi meu falo
Adentrou tuas entranhas em calo
*
Renasci e acalmei o teu desejo,
Que mesmo agora ainda vejo
E sinto o ardor, o sugar, o morder,
O mamar, o beijar, o penetrar, o foder...
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Beijos molhados, minha Amada ...
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Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

PEDRO E SEU MACHADO




Pedro, um lenhador, após um grande trabalho em uma área de desmatamento, se viu desempregado. Após tanto tempo cortando árvores, entrou no corte!
A madeireira precisou reduzir custos...
Saiu, então, à procura de nova oportunidade de trabalho. Seu tipo físico, porém, muito franzino, fugia completamente do biótipo de um lenhador.
Além disso, o machado que carregava era desproporcional ao seu tamanho.
Aqueles que conheciam Pedro, entretanto, julgavam-no um ótimo profissional.
Em suas andanças, Pedro chegou a uma área reflorestada que estava começando a ser desmatada. Apresentou-se ao capataz da madeireira como um lenhador experiente. E ele o era! O capataz, após um breve olhar ao tipo miúdo do Pedro e, com aquele semblante de selecionador implacável, foi dizendo que precisava de pessoas capazes de derrubar grandes árvores, e não de "catadores de gravetos".Pedro, necessitando do emprego, insistiu. Pediu que lhe fosse dada uma oportunidade para demonstrar sua capacidade. Afinal, ele era um profissional experiente! Com relutância, o capataz resolveu levar Pedro à área de desmatamento.
E só fez isso pensando que Pedro fosse servir de chacota aos demais lenhadores. Afinal, ele era um fracote...
Sob os olhares dos demais lenhadores, Pedro se postou frente a uma árvore de grande porte e, com o grito de "madeira", deu uma machadada tão violenta que a árvore caiu logo no primeiro golpe. Todos ficaram atônitos! Como era possível tão grande habilidade e que força descomunal era essa, que conseguira derrubar aquela grande árvore numa só machadada?Logicamente, Pedro foi admitido na madeireira.
Seu trabalho era elogiado por todos, principalmente pelo patrão, que via em Pedro uma fonte adicional de receita.
O tempo foi passando e, gradativamente, Pedro foi reduzindo a quantidade de árvores que derrubava. O fato era incompreensível, uma vez que Pedro estava se esforçando cada vez mais. Um dia, Pedro se nivelou aos demais.
Dias depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam...
O capataz que, apesar da sua rudeza, era um homem vivido, chamou Pedro e o questionou sobre o que estava ocorrendo. "Não sei", respondeu Pedro, "nunca me esforcei tanto e, apesar disso, minha produção está decaindo".
O capataz pediu, então, que Pedro lhe mostrasse o seu machado.
Quando o recebeu, notando que ele estava cheio de "dentes" e sem o "fio de corte", perguntou ao Pedro: "Por que você não afiou o machado?".Pedro, surpreso, respondeu que estava trabalhando muito e por isso não tinha tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que Pedro ficasse no acampamento e amolasse seu machado. Só depois disso ele poderia voltar ao trabalho. Pedro fez o que lhe foi mandado.
Quando retornou à floresta, percebeu que tinha voltado à forma antiga:
conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.
A lição que Pedro recebeu cai como uma luva sobre muitos de nós - preocupados em executar nosso trabalho ou, pior ainda, julgando que já sabemos tudo o que é preciso, deixamos de "amolar o nosso machado", ou seja, deixamos de atualizar nossos conhecimentos. Sem saber por que, vamos perdendo posições em nossas empresas ou nos deixando superar pelos outros.Em outras palavras, perdemos a nossa potencialidade.
Muitos avaliam a experiência que possuem pelos anos em que se dedicam àquilo que fazem. Se isso fosse verdade, aquele funcionário que aprendeu, em 15 minutos, a carimbar os documentos que lhe chegam às mãos, depois de 10 anos na mesma atividade poderia dizer que tem 10 anos de experiência. Na realidade, tem 15 minutos de experiência repetida durante muitos anos.
A experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca incessante de novas soluções, tendo coragem de correr riscos que possam surgir.É "perder tempo" para afiar o nosso machado.